Edição 1.443 página 20 Desinformação eleitoral − Em artigo no site, a International Journalists Network (IJNet) dá dicas sobre como investigar desinformação eleitoral através das redes sociais. Dicas de como entrar em canais de transmissão, grupos, matérias de tabloides e como acompanhar bibliotecas de anúncios estão entre as principais ferramentas para a cobertura de informações pouco confiáveis durante o período de eleições. Leia a matéria completa neste link. Cinema sobre imigração − O Festival de Cinema de Migrantes, organizado pela Filantropia Eslovena, recebe inscrições de documentários e filmes que destacam diversos temas relacionados com a migração, asilo/refugiados e integração dos migrantes em sociedades multiculturais. Para participar, é necessário se inscrever online até 29 de fevereiro. O edital também está disponível no site da organização. Checagem do Threads − Publicações no Threads, ferramenta da Meta no Instagram, poderão ser checadas por agências especializadas em 2024. Artigo do Núcleo diz que o trabalho de checagem que já é feito no Facebook será expandido para outras plataformas. Participam do projeto os parceiros da plataforma: Agência Lupa, Aos Fatos, Agence France Presse (AFP), Estadão Verifica, Reuters Fact Check e UOL Confere. conitnuação - Curtas “Segue o meu protesto pelo pouco que rendem os livros escritos ou não por jornalistas: Acabo de receber da Amazon um crédito de um centavo na minha conta do Banco Itaú, referente aos direitos autorais dos meus livros digitais vendidos pela empresa no mês de dezembro. Ressalto o valor recebido para explicar porque não atendo ao pedido de meus leitores de publicar na forma de livro as bobagens que escrevinho (e que muitos chamam de crônicas). Dá um trabalhão, mesmo quando em formato digital, e simplesmente não vende, num País de não leitores. Até experimentei a edição digital há alguns anos, com Os bastidores da notícia – Histórias da redação do Estadão, que eventualmente tem algum exemplar virtual comprado, e outro livro que achei despertaria interesse, Eugene Davenport e o sonho de Luiz de Queiroz – A criação da ESALQ. Afinal, Luiz de Queiroz é meu tio tataravô e a história é boa; ele trouxe o americano Davenport para ajudá-lo a construir a atual Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e o gringo escreveu um diário durante sua estada no Brasil, contando coisas do arco da velha, como a existência de um escravo feiticeiro em cada fazenda brasileira do século XIX, que era uma mistura de médico/líder político/ psicólogo dos cativos. Davenport tem uma página incrível sobre sua visão da jaboticaba e de como a fruta, que considerava maravilhosa, tinha que ser degustada com o comilão trepado na árvore (de fraque, por supuesto) e cuspindo o caroço para longe. A mulher de Davenport, por sua vez, aproveitou a estada no Brasil para montar uma das maiores coleções de borboletas do mundo de então, que hoje enriquece o Museu de História Natural de New York. Deu um trabalho incrível resgatar o diário inédito na universidade norte-americana onde Davenport terminou seus dias, difícil traduzir o calhamaço. Já o diário da mulher dele continua na minha gaveta, pois é manuscrito e ininteligível. Mas, voltando ao assunto, o livro virtual vendeu 20, talvez 30 exemplares. Imaginem o prejuízo se eu o tivesse impresso, gastando R$ 40.000,00 no mínimo. Outras obras minhas não sei se fazem sucesso na Amazon, pois o livro Cem Animais Brasileiros tem direito autoral do Estadão, para quem escrevi, e a Táta respondeu por muitas das fotos dos bichos. E o direito autoral de A Saga da Construção Pesada em São Paulo, também anunciado pela Amazon, é do Sinicesp, que me encomendou o livro. É por isso que cada vez que algum leitor amigo sugerir que reúna minhas ‘crônicas’ num livro vou olhar o recibo da TED que recebi ontem da Amazon... e esquecer o assunto.” – Luiz Roberto de Souza Queiroz (Bebeto) Dos leitores Tuitão do Daniel Por Daniel Pereira (daniel07pereira@ yahoo.com.br), especial para J&Cia (*) Batizado há 46 anos no Grupo Estado, Daniel Pereira passou por Rádio Bandeirantes, TV Record, coordenou a Comunicação do Governo de SP na ECO-92 e foi assessor de imprensa no Memorial da América Latina. Publicou em 2016 O esquife do caudilho e acaba de concluir O último réu. Véspera de carnaval, frio, chuva e breu abraçados. A lotação gemia na rampa quando chegou à última parada do Final Feliz. “Minha será a vingança” dizia a placa de boas- -vindas, citando uma passagem da Bíblia. A passageira de véu lilás e um rosário no peito parecia ter perfeita noção da ironia. Cuidado, moça, aqui é perigoso, alertou o João da Rota, que todo santo dia subia aquele escarpado. Ela sacou da bolsa o farolete e o ramo de rosas. Clareou a pirambeira. Os nomes na pequena cruz à beira da estrada continuavam lá, já desbotando. Pai, mãe, irmão. Jurou vingança. Escalou o morro. Quando desceu, um domingo de Páscoa, ao lado da velha cruz havia outra: “Aqui jaz o infeliz”. Minha é a vingança Jornalistas&Cia é um informativo semanal produzido pela Jornalistas Editora Ltda. • Diretor: Eduardo Ribeiro ([email protected]–11-99689-2230)•Editorexecutivo: Wilson Baroncelli ([email protected] – 11-99689-2133) • Editor assistente: Fernando Soares ([email protected] – 11-97290-777) • Repórter: Victor Felix ([email protected] – 11-99216-9827) • Estagiária: Hellen Souza ([email protected]) • Editora regional RJ: Cristina Vaz de Carvalho 21-999151295 ([email protected]) • Editora regional DF: Kátia Morais, 61-98126-5903 ([email protected]) • Diagramação e programação visual: Paulo Sant’Ana ([email protected] – 11-99183-2001) • Diretor de Novos Negócios: Vinícius Ribeiro ([email protected] – 11-99244-6655) • Departamento Comercial: Silvio Ribeiro ([email protected] – 19-97120-6693) • Assinaturas: Armando Martellotti ([email protected] – 11-95451-2539)
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