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19 Mariama – Acredito que o jornalismo está em constante mudança, as coisas mudam muito rapidamente. Hoje, uma pessoa que está na faculdade tem um mercado completamente diferente à sua frente do que eu tive quando saí da faculdade. Na minha época, ainda existia aquela coisa de trabalhar numa grande redação, nos grandes jornais, ainda era o que a gente almejava, trabalhar nos impressos. Hoje em dia é o digital, é outra linguagem. A gente, inclusive, que já está há um tempo na profissão, tem que correr atrás para não ficar defasada, para entender aonde o público está indo. Então, acho que qualquer dica muito prática pode se tornar obsoleta, porque as coisas mudam muito rápido. Mas acredito que, de forma geral, o jornalista deve ser alguém interessado no outro, no mundo ao seu redor, alguém que tem os olhos abertos para a vida, para as coisas. Acho que isso é uma qualidade fundamental, porque a pauta pode estar em qualquer lugar, ela pode estar na sua casa, na sua rua, com o porteiro do seu prédio, com o vizinho, no mercado, no ônibus, no metrô, e é preciso sempre estar atento. Sem isso, acho que é muito difícil fazer jornalismo. Porque as pessoas estão cada vez mais individualistas, vivemos em uma sociedade muito individualista, a gente está sempre muito em torno das nossas questões pessoais, dos nossos problemas, das nossas coisas. E eu acho que uma qualidade fundamental em qualquer jornalista é ter o olhar para o outro, ser interessado sobre as outras pessoas, ouvir e saber ouvir. Equipe da Agência Pública José Cícero Por que “MariaMa”? No dia 20 de novembro de 1981, foi celebrada no Recife, para um público de oito mil pessoas, a Missa dos Quilombos. Criada por Dom Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra, com música de Milton Nascimento, a cerimônia denunciava as consequências da escravidão e do preconceito no Brasil e se transformou num esforço de fé, comunhão, música e ritmo, a partir da atitude revolucionária de membros da Igreja em favor da introdução das referências culturais de diferentes povos na eucaristia. Durante o encontro, Dom Helder Câmara recitou a sua Invocação a Mariama, em homenagem a Maria, Mãe de Jesus. Presente ao encontro, o pai de Mariama guardou o nome em sua memória e, anos mais tarde, decidiu batizar sua filha como uma homenagem.

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