Jornalistas&Cia 1575

Edição 1.575 - pág. 33 ANOS n O Brasil revisto pela nova historiografia é o eixo central de Vestígios de um país (Iluminuras), de Oscar Pilagallo. A obra transforma artigos originalmente dispersos em um painel coeso sobre o Brasil, com um arco temporal de mais de 500 anos. Entre os textos estão resenhas de livros que desafiam ou matizam narrativas tradicionais, além de reportagens que lançam novas luzes sobre momentos e personagens centrais da nossa história política, jornalística e cultural. u Organizado em quatro seções, o livro percorre diferentes aspectos da formação e da vida intelectual do País, incluindo perfis e análises sobre alguns dos principais veículos e profissionais da imprensa, personagens importantes da cultura, e o impacto as relações entre fé e política. u Com 50 anos de jornalismo, Pilagallo trabalhou na Folha de S.Paulo, na BBC de Londres e em outras redações. É autor, entre outros livros, de História da imprensa paulista – Jornalismo e poder de d. Pedro I a Dilma (Três Estrelas) e O girassol que nos tinge – Uma história das Diretas Já, o maior movimento popular do Brasil (Fósforo). u O autor participará de um lançamento com sessão de autógrafos na próxima quarta-feira (12/8), a partir das 18h, na Livraria Martins Fontes (Rua Dr. Vila Nova, 309), em São Paulo. n Depois de onze anos em produção, André Giusti acaba de lançar seu primeiro romance. Em Só vale a pena se houver encanto (Caos e Letras), a obra acompanha a trajetória de Alessandro Romani, jornalista e escritor carioca radicado em Brasília, cuja vida atravessa uma sequência de perdas – desemprego, separação e morte – em meio aos bastidores da cobertura de acontecimentos recentes da política brasileira, como as manifestações de 2013 e a ascensão e queda da primeira presidenta do País. u Conduzido por uma prosa coloquial, atravessada por imagens poéticas pontuais, o livro mergulha na crise existencial de seu protagonista. Em colapso pessoal e profissional, Alessandro recusa-se a aceitar a vida como uma mera sucessão de obrigações e boletos a pagar. Acaba encontrando na terapia um espaço de enfrentamento de si mesmo. u “Alessandro Romani foi criado a partir da minha costela, certamente, mas ele sou eu e mais tantas pessoas verdadeiras ou fictícias”, explica o autor, que teve passagens por CBN, Grupo Bandeirantes, TVE, Rádio e TV Justiça, e atualmente é assessor de imprensa do Senado Federal e repórter freelancer do #Colabora. “Se é autoficção que chamam, tudo bem, não vejo nenhum problema, e acredito que não se começou a fazer isso apenas de uns tempos pra cá”. n Lucas Barros lançou no Recife em 4/8 seu livro de estreia Amanhã eu morri sozinho (Intrínseca). O autor acompanha um personagem durante a infância e adolescência até o início da vida adulta e aborda as dores – bullying, gordofobia e homofobia –, mas também as alegrias de sua jornada, e tem a morte como presença consistente. A obra é considerada ficção sensível, por expor os sentimentos do autor na trajetória do personagem. u Pernambucano de Garanhuns, formado em Comunicação Social pela UFPE, Barros cria conteúdo sobre literatura para as redes sociais há cerca de seis anos. Ele faz análises literárias, compartilha indicações, e usa obras como norte para tratar de questionamentos existenciais. Seus perfis no Instagram, TikTok e YouTube, somam mais de 500 mil seguidores. Oscar Pilagallo revisita cinco séculos de Brasil em novo livro Oscar Pilagallo Romance de estreia de André Giusti acompanha jornalista em colapso pessoal nos bastidores de Brasília André Giusti Lucas Barros estreia como autor

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