Edição 1.538 - pág. 6 ANOS Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia Parceiro de conteúdo Esta semana em MediaTalks Para receber as notícias de MediaTalks em sua caixa postal ou se deixou de receber nossos comunicados, envie-nos um e-mail para incluir ou reativar seu endereço. Trump quer processar BBC em US$ 1 bi após rede admitir erro de julgamento em edição do discurso: ele pode fazer isso. Leia mais Anúncios de spam ou de produtos proibidos respondem por 10% da receita das redes sociais da Meta, diz relatório. Leia mais Stanford oferece bolsa de US$ 130 mil para jornalistas reimaginarem o futuro da profissão. Leia mais Cobertura da imprensa sobre clima cresce em eventos como a COP, mas vem caindo ano a ano no mundo. Leia mais Nessa terça-feira (11/11), falando pela primeira vez na TV sobre a edição de seu discurso no dia da invasão do Capitólio exibida em um programa da BBC antes das eleições de 2024, Donald Trump foi direto: “Tenho obrigação de processar”. No dia seguinte, o premiê britânico Keir Starmer foi pressionado no Parlamento pelo líder dos LiberalDemocratas a exigir que Trump desista da ação de US$ 1 bilhão, garantindo que ele não receba “nem um centavo” dos cofres públicos. Starmer evitou o confronto. Destacou a importância da BBC em um mundo tomado pela desinformação, embora tenha reconhecido que a rede precisa “arrumar a casa”. E aproveitou para acusar o antigo governo Conservador de orquestrar uma campanha para desacreditar a emissora pública. Os dois episódios expõem um cenário cada vez mais evidente desde o vazamento de um relatório interno publicado pelo Daily Telegraph, apontando falhas na imparcialidade da BBC, inclusive na edição de falas de Trump. O debate vai além de teorias sobre imparcialidade ou erros pontuais. Ganha força a ideia de um “golpe” para atingir a BBC por onde mais dói: o bolso. Financiada com recursos públicos e uma taxa obrigatória paga por domicílios, a emissora tem seu contrato renovável em 2027. A ofensiva para minar sua credibilidade começou no governo de Boris Johnson. Um dos nomes centrais da nova crise é um conselheiro indicado por ele, acusado de ter articulado o vazamento que deu a Trump munição para atacar mais uma instituição da imprensa, chamando seus jornalistas de “corruptos”. Há dúvidas sobre a viabilidade de um processo por difamação, já que o programa nem foi exibido nos EUA. Também chama atenção o fato de Trump só ter se ofendido um ano depois – e de não ter processado outros veículos que noticiaram suas falas incendiárias na época da invasão. Mas isso é secundário. O que importa é que a crise cruzou o Atlântico, envolvendo o líder da maior potência global – e inimigo declarado da liberdade de imprensa – em uma disputa com desdobramentos mais transformadores – não necessariamente para melhor – do que outras crises já enfrentadas pela rede. Leia o artigo completo em MediaTalks. Wikimedia Commons “Golpe” ou defesa da imparcialidade jornalística? Crise na BBC vai muito além da edição da fala de Trump Sede da BBC
RkJQdWJsaXNoZXIy MTIyNTAwNg==