Jornalistas&Cia 1531

Edição 1.531 - pág. 37 ANOS Jornalistas&Cia é um informativo semanal produzido pela Jornalistas Editora Ltda. • Diretor: Eduardo Ribeiro ([email protected] – 11-99689-2230) • Editor executivo: Wilson Baroncelli ([email protected] – 11-99689-2133) • Editor assistente: Fernando Soares ([email protected] – 11-97290-0777) • Repórter: Victor Felix ([email protected] – 11-99216-9827) • Estagiária: Ana Laura Ayub ([email protected]) • Editora regional RJ: Cristina Vaz de Carvalho 21-99915-1295 (cvc@ jornalistasecia.com.br) • Editora regional DF: Kátia Morais, 61-98126-5903 ([email protected]) • Diagramação e programação visual: Paulo Sant’Ana ([email protected]. br – 11-99183-2001) • Diretor de Novos Negócios: Vinícius Ribeiro ([email protected] – 11-99244-6655) • Departamento Comercial: Silvio Ribeiro (silvio@jornalistasecia. com.br – 19-97120-6693) • Assinaturas: Armando Martellotti ([email protected] – 11-95451-2539) Os desafios que o Brasil enfrenta para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro de 2025 em Belém do Pará, me remetem a um capítulo pioneiro e bem-sucedido do jornalismo ambiental: o Green Press, realizado em Belo Horizonte há 33 anos. Recém-formado, tive o privilégio de cobrir e participar daquele encontro, que reuniu mais de mil jornalistas, ambientalistas e acadêmicos às vésperas da Rio-92, a histórica Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Em cinco intensos dias, de 20 a 24 de maio de 1992, o MinasCentro, na capital mineira, abrigou palestras, debates e oficinas com representantes de 30 países. O Green Press foi, até então, o maior evento de jornalismo ambiental do mundo. Promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, com apoio da Fenaj e da Organização Internacional de Jornalistas (OIJ), ele serviu de preparação para a cúpula global que, semanas depois, reuniria 178 chefes de Estado no Rio de Janeiro. Entre os mais importantes profissionais de imprensa verde que n O texto desta semana é novamente uma colaboração de Sílvio Ribas (silvioribas@ uol.com.br), jornalista, escritor, consultor em relações institucionais, atualmente correspondente da Gazeta do Povo no Senado Federal. Silvio Ribas Ecos de BH na COP30 marcaram presença estavam Regina Scharf, hoje radicada na França e que anos mais tarde seria minha colega na Gazeta Mercantil, em São Paulo; e Hiram Firmino, então responsável por um premiado suplemento ecológico do Estado de Minas e com quem também trabalharia mais adiante. Naqueles dias, o jornalismo se reconheceu como protagonista na difusão de informações ambientais e na construção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade, indo além da simples denúncia de problemas. Tal espírito foi consolidado na Carta de Belo Horizonte, apresentada ao final do Green Press e encaminhada à Rio-92. Assinado por jornalistas de dezenas de países, o documento lançou as bases para a criação, em 1993, na Alemanha, da Federação Internacional de Jornalistas de Meio Ambiente. O encontro também extrapolou o universo da imprensa, servindo de palco para o intercâmbio de legislativos estaduais. De lá para cá, o mundo se tornou mais conectado, o trabalho jornalístico ganhou instrumentos digitais e a pauta ambiental entrou no cotidiano, marcada por catástrofes naturais, a crise da biodiversidade e os dilemas do desenvolvimento sustentável. Mais de três décadas depois, com a COP30 ocorrendo no coração da Amazônia, o legado do Green Press aparece. Se em 1992 a imprensa ainda buscava espaço e legitimidade para tratar de meio ambiente, hoje é imprescindível para o público essa cobertura tensionada pelo embate entre ciência, política e setores econômicos. MinasCentro

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