Edição 1.531 - pág. 12 ANOS BHP Brasil Branded content Este é o ano de celebração dos 140 anos da BHP. No espírito do resgate histórico, começamos a pesquisar sobre os mais de 50 anos de atuação no Brasil. Para conhecer mais dessa relação com o País, recorremos aos acervos dos principais jornais nacionais e internacionais, documentos internos, entre outros. Foram dias estudando sobre a forma como a empresa atuou e participou das discussões ao longo dos anos. Esse processo de pesquisa me fez pensar na importância que a comunicação profissional tem para a memória. Como, a partir do trabalho desempenhado por todos nós, podemos ter, no futuro, uma visão do cotidiano daquilo que foi. Como podemos criar memórias para o que não vivemos e como construímos uma narrativa sobre o passado. No âmbito desta análise, a comunicação permite que uma empresa exista para além de seu escritório. Que uma corporação seja relevante por meio da atuação de suas equipes, que carregam a marca como atributo. Em nosso exercício de resgate por meio dos acervos, estávamos consultando a memória pública da BHP. Memória esta construída a partir de fatos livremente divulgados, ou informações jornalísticas. Mais do que recolher factuais, resgatamos também o contexto social, econômico e político em que determinados acontecimentos se deram. Fernanda Lavarello Comunicar para existir: como a comunicação cria memória Por Fernanda Lavarello, diretora de assuntos corporativos e comunicação da BHP Brasil Ter a capacidade de contextualização é o que diferencia a memória construída com as ferramentas da comunicação da simples compilação de dados. A imprensa, muitas vezes, não nos revela só o fato, mas o motivo pelo qual ele importava, como foi percebido e quais foram suas reverberações na sociedade. É essa camada de significado e impacto que, em sua essência, deve ser capturada e eternizada. Essa interpretação traz uma responsabilidade a mais sobre seu papel de apuração, de trazer a verdade, de ouvir a todos os lados e de lutar ativamente contra fake news. É nesse ponto que a relação entre comunicação e memória se torna não apenas crucial, mas também ética. A memória que construímos e perpetuamos por esse caminho não é um mero registro passivo; ela é uma narrativa ativa, que molda percepções, influencia decisões e deixa legados. E, dessa maneira, confere à imprensa o papel de ser uma das guardiãs da memória pública. Com esta análise, também entendemos melhor a importância de se ter um canal para a divulgação da história oficial, sem interferência de edições externas. A partir da construção interna, garantimos a preservação da cultura da empresa e o sentimento de pertencimento das pessoas. Mantemos viva a idealização e guardamos o protagonismo em uma história própria. No fim, as duas frentes se complementam e uma não existe sem a outra. Enquanto a externa fornece contexto e insere a empresa na sociedade, a interna permite uma leitura crua à luz das decisões, cultura e identidade específicas. Desta forma, temos um resgate do passado em 360 graus. Essas elaborações vêm em um momento de muita reflexão sobre as memórias da BHP no Brasil, algumas alegres, outras muito pesarosas. Além dos 140 anos, 2025 também marca 10 anos do rompimento da barragem de fundão, da Samarco, empresa da qual a BHP Brasil é uma das acionistas. Logo, ter todos esses aparatos comunicacionais e essa visão sobre a construção de memória nos permite lidar com o passado com responsabilidade histórica, e seguir na construção de um futuro que proporciona aprendizados por meio do que já foi.
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