Edição 1.462 página 3 n Morreu na madrugada de 16/5 o jornalista esportivo Antero Greco, aos 69 anos, em São Paulo. Ele lutava desde junho de 2022 contra um tumor no cérebro e nos últimos dias estava internado e sedado no Hospital Beneficência Portuguesa Mirante. O velório foi realizado no mesmo dia, no Cemitério Redentor, no Sumaré. u A ESPN, veículo no qual Greco passou 30 anos de sua carreira, publicou uma homenagem ao jornalista: “O Jornalismo, assim mesmo, com J maiúsculo, está de luto. Antero Greco deixa não só o Jornalismo órfão neste dia, mas também o fã de esporte que se acostumou a assistir à extraordinária dupla com Amigão durante tantas e tantas noites de SportsCenter. A TV brasileira perde um dos maiores. E a nós, da família ESPN, ficará a saudade e as grandes memórias proporcionadas por Antero”. u Em 11/5, Paulo Soares, o Amigão, companheiro de bancada de Greco na ESPN, abordou o estado dele em texto publicado na coluna de Juca Kfouri no UOL. Soares tinha avisado que Greco estava “em seus dias finais”. Eles tornaram-se muito amigos e formaram durante anos uma das duplas mais icônicas da ESPN no comando do programa SportsCenter, com uma apresentação mais leve e descontraída. u Referência no jornalismo esportivo, Antero Greco tinha mais de 40 anos de experiência na área. Formado pela ECA-USP, iniciou a carreira no Estadão, em meados da década de 1970. No jornal e na Agência Estado trabalhou como chefe de Reportagem, repórter especial e editor assistente, sempre focado na cobertura esportiva. Passou também por Diário Popular, Popular da Tarde e Folha de S.Paulo. Trabalhou ainda na Bandeirantes, em transmissões do Campeonato Italiano, na década de 1980. É autor dos livros Seleção Nunca Vista e A Goleada, e possuía uma coleção de mais de dez mil obras. u Chegou à ESPN em 1994, quando o canal ainda se chamava TVA Esportes. Era o mais antigo na casa. Fez parte da primeira equipe de transmissão da emissora, ao lado de nomes como o narrador Nivaldo Prieto e os repórteres Paulo Calçade e Gilvan Ribeiro. n O Estadão, mais longevo dos grandes jornais brasileiros, levantou R$ 160 milhões, entre emissões de dívida e um aporte da família Mesquita. A informação é de Geraldo Samor e Pedro Arbex, no Brazil Journal Segundo eles, a SA O Estado de S. Paulo, a empresa que controla o jornal, levantou cerca de R$ 142,5 milhões em duas emissões de debêntures junto a investidores institucionais e de private banking. Uma das debêntures tem prazo de dez anos, renovável por mais dez. Em vez de pagar uma taxa fixa, o papel dá a seu detentor uma participação de 12,5% na distribuição de lucros da empresa. A outra dívida levantada é um título perpétuo, conversível em ações, e também remunerado com base nos resultados da empresa. u Alinhando-se aos credores, informa o BJ, os 15 membros da quarta geração da família Mesquita aportaram R$ 15 milhões em dinheiro novo e cederam 10% de sua posição acionária na Agência Estado para a empresa que controla o jornal e que está tomando a dívida. Em dezembro, os Mesquita já haviam convertido em ações mais de R$ 100 milhões em créditos que tinham contra o jornal. u “O objetivo dessas transações é acelerar os nossos projetos de transformação digital, investir no nosso editorial e manter o Estado como uma empresa jornalística independente”, disse Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente do Grupo Estado, ao Brazil Journal. Desde 2019, o Estadão contratou consultorias, mudou seus sistemas de produção, de CRM e paywall, comprou ferramentas de tecnologia e recrutou equipes especializadas no digital. “Agora vamos continuar investindo em novas tecnologias e contratar mais gente com experiência no mundo de conteúdo digital, editorial e processos”, afirmou Mesquita. Nacionais n Morreu em 16/5 o narrador Silvio Luiz, ícone da locução esportiva brasileira, aos 89 anos. Ele estava em coma induzido e intubado no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo após ter problemas nos rins. O narrador não pôde fazer hemodiálise devido à idade avançada e teve falência múltipla de órgãos. Em abril, ele teve um derrame ao vivo durante a transmissão da final do Campeonato Paulista, na Record. Deixa a esposa Márcia e três filhos: Alexandre, Andréa e André. u Referência máxima na locução esportiva, Silvio Luiz foi uma das principais vozes do esporte brasileiro nas últimas décadas. Iniciou a trajetória no jornalismo esportivo na década de 1960. Pela Rádio Bandeirantes, cobriu as Copas de 1962, 1966, 1970 e 1974 como repórter. Em 1976, tornou-se diretor esportivo da Record e assumiu a função de narrador pela primeira vez, após a morte de Geraldo José de Almeida. u A primeira Copa do Mundo como narrador foi em 1978. Dez anos depois, foi para a Bandeirantes, dividindo a narração esportiva com Luciano do Valle até 1996. Após passagem por três anos no SBT, retornou à Band e ajudou a criar o canal BandSports. Em 2009, assinou com a RedeTV, onde atuou como comentarista. Também teve passagem pela Rádio Transamérica. Ultimamente, narrava jogos para as plataformas digitais da Record. u Silvio Luiz ficou marcado por suas narrações bem-humoradas, com bordões memoráveis como “foi, foi, foi, foi ele”, “acerta o seu daí que eu arredondo o meu daqui“, “olho no lance, éééé…“, “pelas barbas do profeta“, “o que eu vou dizer lá em casa?“, “pelo amor dos meus filhinhos” e “balançou o capim no fundo do gol“. u Antes do jornalismo, participou de duas novelas como ator (Éramos Seis e Cela da Morte), ao lado da irmã, a atriz Verinha Dercy, morta aos 32 anos, vítima de feminicídio. Foi também árbitro de futebol entre o fim da década de 1960 e início dos anos 1970. O adeus a Silvio Luiz... Silvio Luiz Rede TV/Divulgação ...e a Antero Greco Antero Greco Instagram Estadão levanta R$ 150 milhões para transformação digital
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