Edição 1.462 página 17 (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. relação à concorrência. Essa valorização da experiência humana e da relevância local intensifica-se neste ano. Uma nova série de perguntas revela o desejo por uma conexão mais profunda com os apresentadores. O Net Promoter Score (NPS), indicador da probabilidade de recomendação, cai novamente em 2024, mas se mantém acima da média de 20 anos. Mesmo os fãs de rádio subestimam significativamente a porcentagem de americanos que ouvem AM/FM semanalmente. Os ouvintes de rádio demonstram ceticismo e receio da IA, especialmente da ideia de bots substituindo apresentadores humanos. A audição digital de estações de rádio permanece estagnada, mas ainda é a forma predominante de consumo para muitos. Os aparelhos de rádio tradicionais diminuem nas casas, enquanto aplicativos móveis de rádios e smart speakers ganham destaque. A maior parte da audiência de rádio entre millennials e geração Z ocorre nos carros. O bluetooth continua sendo o recurso de mídia para carro mais desejável, enquanto FM e AM mantêm sua atratividade. Os aplicativos móveis de rádio tornam-se mais onipresentes e recebem avaliações excelentes dos usuários. A hierarquia das redes sociais permanece relativamente estável, mas o Twitter/X registra perdas ano após ano. As preocupações com taxas de assinatura aumentam, enquanto o valor do rádio AM/FM gratuito se destaca. A presença em concertos foi robusta no ano passado, com consumidores investindo em viagens e compras de produtos de artistas. A TechSurvey 2024 revela um cenário radiofônico em constante adaptação. O rádio enfrenta desafios, mas demonstra resiliência e capacidade de se reinventar. A conexão com o ouvinte, o caráter local e os comunicadores consolidam-se como diferenciais. A audiência digital se estabiliza, enquanto aplicativos móveis e smart speakers ganham relevância. O rádio tradicional se transforma, mas continua a ser uma mídia relevante para milhões de pessoas, especialmente nas gerações mais jovens. Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link. O áudio digital destaca-se por sua capacidade de oferecer segmentação e personalização precisas da audiência. Através da análise de dados de escuta e histórico de navegação, as plataformas de áudio podem direcionar anúncios para públicos específicos com base em seus interesses e hábitos de consumo. Essa granularidade permite que os anunciantes alcancem o público certo com a mensagem certa, impulsionando a efetividade das campanhas e o retorno sobre investimento (ROI). O mercado está em constante evolução, com a introdução de novos formatos e conteúdos que atraem diferentes públicos. Podcasts de nicho, audiolivros, dramas sonoros e até mesmo experiências interativas estão ganhando popularidade, expandindo ainda mais o alcance e o potencial do áudio digital para a publicidade. A integração do áudio digital com outras plataformas e dispositivos, como smartphones, smart speakers e carros conectados, facilita ainda mais o consumo de conteúdo e aumenta o potencial de alcance da publicidade. Essa convergência permite que os anunciantes amplifiquem suas campanhas e alcancem públicos em diferentes contextos e momentos do dia. O IAB prevê que as seguintes tendências continuarão a moldar o mercado de publicidade online em 2024: • Priorização da Privacidade: Práticas que respeitam a privacidade do usuário serão cada vez mais importantes, impulsionando a adoção de soluções como Privacy by Design e o uso de dados first-party. • IA Generativa: A IA generativa será utilizada para otimizar diversos aspectos da publicidade em áudio, desde a criação de scripts até a personalização de anúncios e a otimização de campanhas em tempo real. • Audiobooks e Conteúdo Interativo: A popularidade de audiobooks e conteúdo interativo continuará a crescer, abrindo novas oportunidades para os anunciantes se conectarem com seus públicos de forma inovadora e envolvente. • Integração com Inteligência Artificial: A integração da IA com plataformas de áudio digital permitirá a criação de experiências personalizadas e interativas para os ouvintes, abrindo novas possibilidades para a publicidade contextual e programática. Outro estudo mostra os desafios do rádio neste universo digital. A TechSurvey, pesquisa anual da Jacobs Media com ouvintes de rádio, oferece um panorama abrangente do cenário radiofônico nos Estados Unidos e no Canadá. A edição de 2024, realizada com mais de 31 mil entrevistas em 500 rádios comerciais, fornece insights valiosos sobre as tendências que moldam o futuro do meio. O rádio enfrenta desafios como audiência envelhecida, aumento de opções (especialmente no carro) e mudança nos hábitos de trabalho. No entanto, o meio demonstra estabilidade e resiliência, adaptando-se às novas realidades. O tempo reduzido no carro e as mudanças no estilo de vida continuam a ser as principais causas da erosão da audiência do rádio. Outras opções de áudio, como podcasts e serviços de streaming, também representam um desafio. A conexão com o ouvinte e o caráter local do rádio destacam-se como diferenciais em Construir vínculos e inspirar as pessoas: é para isso que existimos.
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