Edição 1.460 página 35 (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. que se submeter a essa preparação física. Ele introduziu isso e me chamou muito a atenção porque ele era muito dedicado, muito concentrado. Esse é apenas um registro dos muitos que eu tive a sorte, o privilégio de acompanhar na carreira do Ayrton Senna enquanto ele era piloto de Fórmula 1. Márcio Bernardes, apresentador e comentarista esportivo na Rádio Transamérica. Em 1º de maio de 1994 era apresentador e comentarista da equipe de esporte das Rádios Globo e CBN. “Lembro que naquele domingo eu tinha terminado de fazer uma corrida. Como na época eu treinava forte durante toda a semana, o domingo era um dia, assim, mais de lazer. A gente treinava logo cedo, 7 e pouco da manhã. Eu estava me preparando para sair de casa e ir trabalhar. Eu trabalhava na Rádio Globo e na CBN e ia fazer o jogo da tarde. Mas começou um buchicho e as pessoas se falavam, se telefonavam e a televisão não tinha a agilidade e a facilidade de links, satélites, essas coisas. Mas eu me lembro que especialmente a CBN, naquela época, transmitia Fórmula 1 e os nossos profissionais foram Castilho de Andrade, hoje falecido. Jorge de Souza. Era um time muito competente e que bastante conhecedor de Fórmula 1. E aí o pessoal começou a se movimentar e a informação cresceu. Acho que foi um jogo do Corinthians à tarde, no Pacaembu. Com a confirmação da morte dele, a torcida do Corinthians fez várias homenagens. Porque ele era fanático corintiano. Trouxeram uma réplica de uma estátua dele e faixas. Eu tive pouca convivência com ele. Cobri pouquíssimos grandes prêmios. Lembro uma vez em Interlagos, em que ele saiu do box da McLaren. Eu era repórter e eu estava desde manhã acompanhando os bastidores de Interlagos, entrevistando as personalidades, os VIPs que chegavam. Ele saiu pela parte de trás do box e eu chamei o Osmar Santos, que estava comandando a transmissão. Osmar: Senna passando por aqui. E o Senna? Tudo bem? Muito solícito, muito educado. Ele sempre foi muito cortês. Cruzei socialmente com ele em alguns eventos. Sem dúvida, foi uma perda irreparável. E de uma forma muito violenta, né?” Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link. Márcio Bernardes Pág.1
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