Jornalistas&Cia 1460

Edição 1.460 página 30 Pesquisa ESPM/J&Cia Damos sequência ao detalhamento quinzenal do estudo A Inteligência Artificial para Jornalistas Brasileiros, realizado pelo grupo de pesquisa Tecnologias, Processos e Narrativas Midiáticas − ESPM, formado por professores do curso de Jornalismo da ESPM-SP, com parceria, apoio e divulgação do Jornalistas&Cia. O estudo foi publicado na edição especial em comemoração ao Dia do Jornalista. Os dados da primeira fase indicam que, diante da questão “Eu acredito que a IA pode assumir tarefas jornalísticas”, 60% dos respondentes concordam total ou parcialmente com a afirmação. Apesar da concordância da maioria, 34,3% dos jornalistas, aproximadamente um terço do total, têm discordância total ou parcial quanto ao tema, indicando que não acreditam que a inteligência artificial possa assumir atividades da profissão. Apresentam neutralidade (não concordam nem discordam) 5,7% dos respondentes. Dados por área de atuação Os resultados apontam que os profissionais de mídia sonora têm índices bem menores de concordância do que os de outras áreas quanto à possibilidade de a inteligência artificial assumir tarefas jornalísticas. A taxa de 42,8% de concordância, a mais baixa de todas, refere-se apenas à concordância parcial, pois não houve nenhuma total com a questão entre jornalistas dessa área. Os índices de concordância variam de acordo com o setor de atuação. A segunda menor taxa aparece entre os que trabalham com assessoria de comunicação/imprensa, com 55,9%. Em seguida vêm, com índices próximos, os jornalistas de audiovisual (60,5%), mídia escrita (62%) e mídias sociais (62,5%). Os profissionais da área de educação/pesquisa têm o maior grau de concordância (78,5%). Jornalistas de outras áreas não especificadas apresentam 60,7% de concordância. Eu acredito que a IA pode assumir tarefas jornalísticas discordo totalmente – 12,3% discordo parcialmente – 22% não concordo nem discordo – 5,7% concordo parcialmente – 48,7% concordo totalmente – 11,3% Jornalistas de mídia sonora acreditam menos que inteligência artificial pode assumir tarefas jornalísticas, mostra pesquisa discordo totalmente – 14,3% discordo parcialmente – 35,7% não concordo nem discordo – 7,1% concordo parcialmente – 42,8% concordo totalmente – 0 Sonoro (rádio/podcast) discordo parcialmente – 21,4% concordo parcialmente – 50% concordo totalmente – 28,6% discordo totalmente / não concordo nem discordo – 0 Educação / pesquisa Segunda fase A pesquisa A Inteligência Artificial para Jornalistas Brasileiros terá uma segunda fase, que consistirá em entrevistas abertas, qualitativas, com o propósito de aprofundar respostas relativas ao uso de ferramentas de inteligência artificial na prática jornalística. Os jornalistas serão selecionados por representatividade de perfil. Ao todo, 254 (60%) dos respondentes da primeira fase manifestaram interesse em participar das entrevistas, que serão realizadas nos próximos meses. Responsável pelo estudo, o grupo de pesquisa Tecnologias, Processos e Narrativas Midiáticas − ESPM é formado pelos jornalistas Antonio Rocha Filho, Cicélia Pincer, Edson Capoano, Maria Elisabete Antonioli e Patrícia Rangel, professores do curso de Jornalismo da ESPM-SP. No J&- Cia, a coordenação dos trabalhos referentes à pesquisa é do diretor Eduardo Ribeiro e do editor executivo Wilson Baroncellli. 01 020304050607080 Mídia sonora - 42,8% Assessoria de comunicação / imprensa – 55,9% Audiovisual – 60,5% Mídia escrita – 62% Mídias sociais – 62,5% Educação / pesquisa – 78,6% Outras áreas – 60,7% Pág.1

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