Jornalistas&Cia 1416

Edição 1.416 página 37 (*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo. “Meu avô criou o nosso grupo de comunicação, meu pai foi jornalista, e eu sou da terceira geração. Então, nasci dentro de uma rádio. Lembro de como eram os estúdios, como é que eles faziam as interações e no que hoje a gente está se transformando”. Segundo Marcelo, um dos pontos de preocupação para os profissionais e empresas do setor são as possibilidades de uso das ferramentas de IA para criar conteúdos falsos, como entrevistas que nunca existiram, imagens de cenas que jamais foram reais. Com isso, tiram a credibilidade dos meios de comunicação, não permitindo que leitores, ouvintes e espectadores possam diferenciar o que é real do mundo de mentiras. O gestor faz algumas comparações com o mercado de radiodifusão norte-americano, onde há uma consolidação maior das empresas e a disputa está na busca por melhores conteúdos a serem apresentados. Porém, o formato de transmissão é um diferencial à parte, pois, segundo ele, lá opera o rádio híbrido, ou seja, que atua em formato digital por ondas e também em streaming, com o 5G. Dessa forma, o usuário está coberto praticamente todo o dia, possibilitando uma melhor cobertura e mais qualidade no acesso às programações. “Quem teve a oportunidade de ir para NAB viu essa demonstração, quando estavam apresentando essa tecnologia com o carro da Mercedes. Ele é baseado em três elementos: um rádio digital, um rádio conectado e um rádio interativo, pelo qual as pessoas podem interagir com a emissora através dessa tecnologia”, comenta. Sobre a possibilidade do avanço dessas tecnologias de transmissão e uso da IA no setor de radiodifusão, ele afirma que essas ferramentas são complementares e não excludentes: “Eu vejo a inteligência artificial muito mais como um grande auxiliador, uma grande ferramenta de aumento de produtividade do que propriamente de substituição de postos de trabalho no nosso setor. Aquela emissora ou produtora que atua com uma equipe reduzida terá grandes vantagens no uso dessas tecnologias, podendo fazer materiais muito próximos das grandes empresas, com custos pequenos”. Porém, para que tudo isso funcione, Marcelo diz ser preciso uma atenção maior dos gestores e das empresas para esses avanços e quais as melhores formas de implementar as inovações em cada situação da instituição: “Não há uma receita pronta que possa ser aplicada a todas as empresas. Tudo vai depender da visão estratégica dos empresários e colaboradores do setor”. Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link. Parceiro: Apoio: De Londres e de São Paulo, notícias, ideias e tendências em jornalismo, informação, desinformação e plataformas digitais Oferecimento (MediaTalks Partner):

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